Dos Saldos



Acreditam se vos disser que no sábado passado foi a primeira vez que entrei numa loja desde as compras para o Natal? É verdade sim senhora, fui ajudar a minha mãe a escolher um casaco para ela, pois caso contrário acho que iria passar um bom tempo sem lojas.

A febre dos saldos e da corrida às lojas passou-me completamente ao lado, muito porque cada vez mais compro online. Podem dizer-me que o online não tem tudo, sim é verdade, mas como sabia exactamente o que queria e sabia que estava disponível online optei por esta via. 

Cada vez tenho menos paciência para centros comerciais, filas, lojas e confusão, por isso as compras online são neste momento a minha primeira opção, e tanto uso para comprar roupa, como a ração do meu gato, livros, jogos e até a minha máquina fotográfica.

Este ano os meus saldos foram bastante proveitosos, porque consegui comprar peças que realmente queria a preços muito bons.

A camisa da Zara já andava debaixo de olho há imenso tempo, comprei-a logo que os Saldos começaram pois sabia que era peça que não iria durar muito na loja online e foi mesmo o que aconteceu, veio por menos 10€.

O casaco da Trafaluc foi sem dúvida o achado deste ano. Experimentei este casaco no início de Dezembro e apaixonei-me por ele. Precisava de um casaco azul escuro, comprido e quente e este era perfeito mas o valor de 79.99€ fez com que o deixasse na loja. Quando começaram os saldos foi das primeiras peças que fui ver mas baixou muito pouco, deixei as semanas passar o casaco foi descendo de preço e chegou aos 39.99€ mas na loja online só havia M e eu queria um S, por isso não o ia comprar. Até que num Domingo de manhã entro na app da Zara e como por magia encontro o casaco a 29.99€ e o tamanho S disponível, comprei de imediato e passadas duas horas o casaco já não estava disponível em nenhum tamanho. Considero portanto que este casaco foi das melhores compras que já fiz em saldos.

Os Fred Perry são amor. Sou assumidamente apaixonada pela marca e nos últimos tempos tenho descoberto os prazeres de andar de ténis, mas como é uma marca bastante cara cá em Portugal não compro muito, até que um colega me deu o link de um site inglês maravilhoso, uma espécie de outlet da Fred Perry e onde consegui comprar estas belezas por menos 50€. 

Por último as botinhas Camila's. Esta foi a minha única compra em loja, veio da zona duty free do aeroporto de Barajas. Descobri a marca quando andava a passear pelas ruas de Madrid, gostei muito dos modelos e da qualidade do calçado, mas os preços são bastante altos, por isso optei por não comprar. No regresso para Lisboa como ainda tinha tempo, fui ver uma loja de calçado e no meio de algumas marcas, encontrei estas botas que são exactamente o que queria, confortáveis, castanhas, com um salto pequeno e o melhor de tudo 60€ mais baratas.

Portanto este ano os saldos para mim vieram maioritariamente através de um clique, felizmente todas as peças que escolhi ficaram bem e por isso dou por encerrada esta época de compras com bons achados.

Adopte um animal não adoptável


Li há umas semanas sobre a iniciativa que a Associação Animais de Rua promoveu, realizando uma exposição fotográfica com o tema "Adopte um animal não adoptável" e não poderia deixar de aplaudir este gesto e a ideia.
A verdade é que todos nós sabemos que animais com deficiências ou séniores são quase sempre deixados para último plano, mas quando passei a fazer voluntariado percebi que os animais de cor escura (geralmente os pretos) também são deixados de lado, mesmo que sejam saudáveis. Acredito que para muita gente a conotação da cor venha ainda com aquela ideia do azar, e não posso deixar de me sentir triste por saber que muitos não têm um lar por causa de crenças populares sem sentido.

Percebo que quem adopte queira um animal pequeno, para o educar e criar desde bebe, mas o que me custa mais é que para a maioria das pessoas animais com 4 ou 5 anos já são tidos como velhos, quando na realidade são verdadeiros jovens cheios de energia e que merecem tanto um lar como os mais novos.

Esta exposição quis mostrar que a idade, a condição física ou a cor não são impedimento à adopção e que estes animais são especiais e conseguem amar tanto quanto os outros

Na UPPA temos alguns seniores que aguardam por um cantinho, que podem já ter vivido muito, mas continuam alegres, com olhos brilhantes e cheios de vontade de encher uma casa com amor, por isso se conhecem alguém que gostaria de adoptar um animal com mais idade não deixem de partilhar estes pequenos.





Pedaços de mim

 
Lanche da manhã em dias de pós exercício.

Domingos, dias perfeitos para me dedicar a pequenos-almoços 
mais compostos e nutritivos.

A magia do bolo Vegan começa com estes ingredientes.

Comida Tailandesa uma das minhas grandes paixões 
e esta estava verdadeiramente maravilhosa.

Papas de aveia feitas por ele.

Gato em modo desmaiado.

Mais um lanche matinal, desta vez em dia sem treino.

O céu estava zangado neste dia

Treino matinal terminado

Depois de um treino maravilhoso com direito a boxe esta frase 
fez todo o sentido. 


Parabéns a ti


Parabéns a ti que hoje fazes anos. Parabéns por mais um ano na tua vida e mais um que partilho contigo ao longo desta nossa caminhada.

Há tanto para te dizer, e as palavras às vezes são poucas para tudo aquilo que representas como pessoa, homem e namorado. Agradecer o facto dos nossos destinos se terem cruzado num belo dia de Janeiro é pouco para toda a mudança feliz que provocaste na minha vida.

Tenho dias em que fico só a olhar para ti, gosto de o fazer especialmente enquanto conduzes, pode ser estranho mas a serenidade no teu olhar dá-me paz, dá-me alento e fortalece-me. A verdade é que não preciso de muito para considerar que a minha vida está num momento muito feliz e que tu és um dos grandes impulsionadores desta minha fase plena, comigo e com o mundo.

A ti agradeço-te este nosso caminho que temos feito lado a lado ao longo destes anos. Agradeço a tua mão sempre presente quando me desequilibrei e os teus braços fortes e cheios de calor à minha espera quando caí. A ti agradeço a confiança que me deste e me dás, o ensinar a amar-me a mim própria e a aprender que sou mais do que aquilo que acreditava ser. 

Por tudo isto, e por tantas outras coisas que não se escrevem num post nem se dizem ao mundo, coisas nossas que entendemos sem falar, que se comunicam com um toque ou um olhar, obrigada.


Parabéns meu amor.  

A leveza de viver perto da praia

 
Já por várias vezes me perguntaram se não gostaria de viver mais no centro de Lisboa. Estar mais dentro da cidade, ter facilidade de transportes e estar mais perto do trabalho. A minha resposta é sempre a mesma e sem hesitações - Não.

Quando começámos à procura de casa o desejo era comum, viver perto da cidade mas o suficientemente longe para conseguir desligar do mundo e levar uma vida tranquila, e encontrámos sem dúvida a casa perfeita, onde não há stress para estacionar, nem barulho e principalmente de onde vejo o mar todos os dias da janela do meu quarto.

Diga-me o que disserem, para mim não há melhor qualidade de vida do que poder ir para a praia a pé, do que estar a um sábado em casa e sem ter planeado nada dizer - vamos dar ali uma caminhada à praia - e fazê-lo sem ter de pegar no carro. Ou as noites quentes de Verão, em que em poucos minutos podemos apanhar o fresquinho do oceano, enquanto meio mundo se queixa no centro da cidade do calor infernal que se vive.

Há quem me diga que viver deste lado da cidade é péssimo por causa do trânsito. Sim é um facto que o trânsito chega a ser caótico algumas vezes principalmente na auto-estrada, mas felizmente tenho a sorte de começar a trabalhar um pouco mais tarde que a maioria das pessoas, por isso quando vou para o trabalho já praticamente não apanho trânsito, logo não sinto tanto esse stress matinal. 

Para além disso morar deste lado da cidade, faz com que logo pela manhã uma boa parte do caminho se vá colado ao mar, e garanto-vos que não há nada mais relaxante para enfrentar um dia de trabalho do que olhar para o lado e ver este cenário. Talvez seja por isso, que é muito raro encontrarem-me de mau humor de manhã.

Enfim, todos os locais têm as suas vantagens e desvantagens, mas para mim que sempre gostei de estar mais em contacto com a Natureza, saber que a praia fica ali já em baixo é o suficiente, para justificar o porquê de não desejar viver no centro da cidade.

O que comer antes e depois de treinar


Há uns tempos recebi um pedido para partilhar um pouco mais sobre o que como antes e depois dos meus treinos. A verdade é que não o faço muitas vezes, porque o meu plano alimentar foi feito especialmente para o meu corpo, necessidades, tipo de exercício que faço e objectivos que quero, e como cada caso é um caso, convém sempre analisar isso primeiro antes de seguirmos planos de outras pessoas.

Desde que comecei o meu percurso, sempre disse que não recorri ao nutricionista para emagrecer, mas sim para baixar a massa gorda que estava muito alta e aumentar a massa magra.

É óbvio que ao perder massa gorda acabamos por emagrecer verdadeiramente pois estamos a perder gordura e não água, por isso perdi 3.5kg e encontro-me neste momento em manutenção de peso e a construir músculo, que é uma coisa complicada para as mulheres. O meu treino tem muita musculação e exercícios localizados (como agachamentos, pranchas, abdominais entre outros) e pouco cardio, uso a passadeira apenas 10 minutos para fazer sprints por forma a  manter o metabolismo rápido antes do treino de força, faço cerca de 50 saltos para cima de um banco e uma vez por semana vou ao spin, de resto trabalho essencialmente para aumentar a massa magra (vulgo músculo).

Mas para isso acontecer para além do trabalho de força é necessário ingerir muita proteína pois é ela que alimenta o músculo e o faz crescer, no caso das mulheres é mais custoso pois nós não fomos feitas para ter músculo, dai ser mais complicado definir o corpo.

Como treino de manhã cedo tenho que comer mas não me posso encher muito, portanto tomo o meu primeiro pequeno-almoço as 07h00 que é composto por chá verde, uma fatia de fiambre de peru e uma fatia de pão de cereais.

Antes de treinar devemos beber um excitante (chá verde, chá preto ou até café) para ajudar o metabolismo a trabalhar mais rápido, o leite não deve ser uma opção antes do treino pois é um alimento de difícil digestão e pode deixar-nos mal-dispostos e até com alguma actividade intestinal indesejada.

Depois do treino que dura 1h30 como sempre um ovo cozido e uma banana. Há muitos mitos com os ovos mas estes são dos alimentos mais saudáveis que existem e ingeridos moderadamente (até 4 vezes por semana são óptimos aliados numa alimentação saudável. Para além disso estão cheios de proteína logo são uma boa fonte para ajudar ao aumento da massa magra. A banana é também um poderoso aliado para quem faz exercício pois tem imenso potássio que ajuda na prevenção de cãibras e na recuperação dos músculos. Para quem acha que a banana engorda, sim é uma fruta com mais calorias, mas se tivermos uma actividade física regular esta fruta é uma excelente aliada.

Volto a comer por volta das 10h30 da manhã, aqui bebo um iogurte ou como um queijo fresco, uma peça de fruta e 6 frutos secos à escolha (opto por nozes ou avelãs) ou 6 colheres de muesli. O meu consumo de fruta diário não ultrapassa as duas peças e nunca as como nas refeições principais. 

Confesso que a fruta que comia depois de almoço foi uma coisa que me custou muito retirar ao início, mas foi substítuida por gelatina 10 kcal, que desde ai se tornou a melhor amiga dos meus finais de almoço.

Não me posso esquecer do consumo de água, no meu caso bebo 2litros de água por dia sem grande stress porque sempre gostei de beber água, mas para quem sente dificuldade, pode sempre optar por ir bebendo também chá juntamente com a água.

No meu caso que quero trabalhar a definição do corpo o segredo passa por consumir bastante proteína e poucos açúcares processados sem esquecer a regra de ouro comer de 3 em 3 horas, acreditem que faz mesmo toda a diferença, pois o metabolismo assim nunca está parado.

E para quando dão aqueles ataques de fome repentinos o segredo é ter sempre comigo lascas de cenoura, como é um vegetal bastante rijo dá maior sensação de saciedade, ou então recorrer à amiga gelatina. 

Volto a relembrar que este é um plano adaptado à minha realidade e portanto não é uma verdade universal, foi totalmente pensado para as minhas necessidades e para os horários que tenho.

Por ai, seguem algum tipo de alimentação especial para os dias de treino?

Granola doSemente



Há projectos que nos despertam curiosidade assim que lhes colocamos os olhos em cima, aconteceu-me isso com a doSemente e as suas granolas caseiras cheias de sabores que me despertaram logo todos os sentidos.

Granola é uma excelente opção para enriquecer os nossos pequenos-almoços, vai bem com fruta, batidos, iogurte ou frutos secos, enfim é perfeita para uma alimentação saudável e acima de tudo esta é artesanal, e isto foi coisa para me deixar ainda mais curiosa.

Cada vez mais gosto destes projectos nacionais, de malta com sangue na guelra que deu um murro na mesa à crise, decidiu arregaçar mangas e começar a concretizar. Gosto deste espírito empreendedor, e saber que por trás destas granolas saborosas estão mãos que um dia sonharam que era possível conseguir algo, deixam-me com orgulho desta juventude que um dia já foi apelidada de rasca.

Para minha casa vieram dois sabores, a de mirtilos e a de avelãs, são as duas maravilhosas mas se há uma que me roubou o coração foi sem dúvida a de mirtilos. A granola é tão marvilhosa que se torna complicado estar em casa e não ir só ali ao saco tirar um bocadinho.

Por falar em saco, as embalagens são simples mas muito bonitas e acima de tudo bem conseguidas, mantém o espírito artesanal, o que nos deixa sempre com a sensação que acabámos de receber um presente embrulhado com carinho e que foi pensado ao pormenor. 

E porque os fins de semana lá de casa já se tornaram dias em que o prazer de experimentar novos sabores cresce cada vez mais, o Domingo chegou com um prato de granola acompanhada com molho de iogurte e romã, banana, sementes de goji e frutos vermelhos. Uma junção de tantos sabores que funcionou na perfeição, e me deixou realmente satisfeita por um dia ao acaso me ter cruzado com este projecto que torna as minhas manhãs muito mais felizes. 

Motivação para treinar



Já mais do que uma vez me perguntaram como consigo ter motivação para me levantar tão cedo durante a semana para treinar às 07h30 da manhã.

A verdade é que eu gosto mesmo de fazer exercício e como nunca tenho horários certos de saída do trabalho acabo por deixar o assunto arrumado logo de manhã e fico sempre com mais energia durante o dia. Para além disso, sinto que treinar logo de manhã faz com que tenha menos desejos de gula durante o dia, acho que funciona quase como um grilo falante que me diz que se acordei tão cedo de manhã para treinar, tenho de me manter na linha com a comida.

Mas a verdade é que gostar só de treinar às vezes não chega, portanto para manter a motivação tenho também objectivos que me propus atingir. No meu caso passam por baixar ainda mais a massa gorda (quero chegar aos 20-21%, neste momento está em 24%, quando comecei em Setembro estava nuns assustadores 29.8%, definir mais a zona abdominal e aumentar o músculo nos braços e costas.  
Estes são os objectivos que tracei para este ano todo e não com timings loucos de 3 meses.

E é aqui que eu acho que a maioria das pessoas falha - não traçar objectivos reais.

Vamos lá ver uma coisa, não adianta estar parado imenso tempo e lá para Maio agarrar em vídeos do Insanity (ou do género) e começar a trabalhar que nem loucas pois a desmotivação vai chegar muito rápido. Se uma pessoa que treina entre 4 a 5 vezes por semana sente dificuldade em fazer um plano daqueles, o que dizer de alguém que esteve 8 meses parado e se lembra do nada de treinar furiosamente? 

É óbvio que em pouco tempo a coisa vai acabar por ficar esquecida, primeiro porque começa a ser Verão e é muito mais interessante ir para a praia ou esplanada do que estar a suar a estopinha em casa e depois sejamos realistas, estes vídeos requerem muita preparação física, logo se a coisa não está boa é fácil desistir.

Depois outro erro que vejo muito é o uso abusivo de suplementos para emagrecer e drenantes. Corta-se estupidamente em montes de alimentos, ingerem-se suplementos que prometem drenar até a alma e ao final de 5 dias a balança acusa menos peso, a malta fica feliz e voilá quando volta a comer normalmente engorda o dobro.

Isto parece uma lenga-lenga que ouvimos todos os anos mas é tão verdade. Estas perdas de peso abruptas não são mais do que perdas de água e músculo. Há uns tempos li num blogue de nutrição, que o nosso corpo assume as rápidas perdas de peso como se fossem uma doença, e por isso quando voltamos a comer sem restrições o que ele faz é assimilar as coisas a dobrar, para que se futuramente voltar a acontecer o mesmo ele se possa proteger. Daí a velha história que quando se regressa à alimentação normal engorda-se mais.

Enfim, acho realmente que o segredo não está em fazer dieta mas sim aprender a comer. Recorrer à ajuda de um especialista em nutrição para perceber o que se está a fazer mal, estipular um número mínimo de vezes para treinar e sobretudo fazer uma actividade que se gosta.

Reparem, não adianta dizer que se vai treinar loucamente 5 vezes por semana e esperar resultados ao final de 2. As coisas têm o seu tempo e nós próprios temos a nossa vida, portanto mais vale 3 vezes bem feitas, intensas e com regularidade do que prometer treinos todos os dias e depois, quando se percebe que não conseguimos cumprir a desmotivação chega.

Outro conselho que também posso deixar é: não cortem nos hidratos de carbono de forma abrupta. Precisamos deles e quando os retiramos de um momento para o outro sentimo-nos fracos, sem energia e mal dispostos o que faz com que a desmotivação também chegue. Posso dizer-vos que na minha reeducação alimentar nunca deixei de comer hidratos, foram-me reduzidas quantidades é certo mas nunca deixei de os comer, até porque uma pessoa que treina regularmente precisa mesmo de hidratos no corpo.

Há também quem opte por ir com uma amiga/o fazer exercício. Pessoalmente esta técnica comigo não resulta, eu sou muito focada no treino e portanto detesto distracções e conversar, por isso para ir com alguém teria mesmo de ser uma pessoa como eu, caso contrário não me consigo mesmo concentrar e fico de mau humor, mas acredito que para muita gente ter ali um ombro que puxa por nós é uma boa solução. 

Outro segredo para não desmotivar é aceitar que nos devemos permitir pecar de vez em quando sem remorsos. Eu faço-o às vezes e nesses momentos aproveito mesmo tudo o que tenho direito, depois compenso na próxima refeição com uma sopa e bastantes líquidos, que foi a dica que a minha nutricionista me deu para quando cometemos um excesso.

Portanto o verdadeiro segredo está em objectivos reais, pararem para pensar no que gostariam de atingir e perceberem em quanto tempo o vão conseguir de forma SAUDÁVEL, e sobretudo manterem sempre esta chama dos objectivos ligada, para que possam treinar o ano todo e não 4 meses por ano antes do Verão. 

Bolo de Chocolate Vegan



Fim de semana é sempre sinónimo de novas experiências culinárias. O tempo e a leveza destes dias sabem tão bem que sinto um prazer imenso em pesquisar novas conjugações de sabores e descobrir novos alimentos.

E foi neste sábado chuvoso, que estava claramente a pedir um bolinho para acompanhar com chá quente que decidi colocar mãos à obra. Desde sempre tenho dito que reeducação alimentar ao contrário de dieta (detesto esta palavra) passa, não por grandes restrições e cortes alimentares mas aprendermos mais sobre aquilo que comemos e sobretudo conhecer bons substitutos a certos alimentos que podem não nos fazer tão bem. 

Sendo assim surgiu este bolo de chocolate Vegan, sem adição de açúcares, sem ovos ou manteiga e que apesar de se ter partido quando o virei, ficou uma verdadeira delícia. O facto de ser vegan claro está não significa que devem comer este bolo todos os dias, pois tal como tudo o que ingerimos se for em excesso faz mal e o cacau em pó não é excepção, mas se procuram uma opção saudável e baixa em calorias, para se poderem deliciar de vez em quando, esta é uma boa sugestão.

Este bolo foi feito com produtos 100% de origem vegetal, mas como sei que nem todos podem gastar dinheiro em certos ingredientes mais caros ou até porque não gostam, irei dar as duas opções de receita.

Ingredientes
250gr de amêndoa moída (podem substituir por farinha)
10 colheres de sopa de cacau de pó
2 colheres de chá de fermendo em pó
3 bananas pequenas ou 2 grandes para desfazer até ficar puré (ou 4 ovos batidos)
2 colheres de chá de baunilha
Meia caneca de azeite
Meia caneca de leite de amêndoas (podem usar o leite que mais gostarem)
2 a 5 colheres de sopa de mel (aqui é mesmo a gosto)

Como fazer
1.Pré-aqueça o forno a 180 Graus.
2. Junte todos os ingredientes e bata durante 20 minutos, até que fiquei uma massa consistente.
3. Coloque no forno durante 40 minutos. O bolo não vai crescer muito, por isso no final desse tempo espete com um palito e veja se está cozido, caso não esteja pode deixar mais 10 minutos.

Cobertura de chocolate
250 gr de tâmaras 
6 colheres de cacau
Meia chávena de água

Para quem não gosta de tâmaras (tal como eu), garanto que a cobertura fica suave e quase não se sente o sabor. Antes de colocarem tudo na liquidificadora, aconselho a cozerem um pouco as tâmaras para ficarem mais moles e depois cortarem em pedaços pequenos, fica mais fácil de liquidificar.
Juntam depois tudo até ficar um liquido expesso e levam ao frigorifico até ser hora de barrar.

Podem depois decorar o bolo como quiserem, neste caso usei bagas de goji, avelãs, lascas de coco, e acompanhar com um chá de frutos vermelos.

Bom apetite. 

P.S: Se repararem este bolo não levou qualquer adição de açúcar, os sabores mais doces vêm essencialmente da banana e do mel fazendo com que este bolo não seja de facto muito doce, se quiserem podem substituir o mel por açúcar amarelo por exemplo.



Questões que às vezes se colocam



O que pensar quando vivemos num país onde ser velho é pior que ser desempregado, pois estes ainda vão recebendo os subsídios, que os velhos depois de trabalhar uma vida estão a pagar com os constantes cortes nas suas reformas?

O que achar quando aos 28 anos me sinto uma privilegiada pois até consegui alugar uma casa, quando a maior parte das pessoas da minha idade ainda vive com os pais, e por lá irá continuar durante muito tempo?

O que fazer quando vejo muitos amigos a irem embora de um país que se está a transformar numa aldeia abandonada?

Como agir, num país que trocou os contratos pelos recibos, que passou a olhar para os seus trabalhadores como temporários, e não lhes reconhece quaisquer direitos mas exige-lhes todos os deveres, fazendo-os sentir descartáveis?

O que pensar de um país que se está a vender ao desbarato, que está a perder toda a sua identidade, a dar-se às metades a uma série de sanguessugas, transmitindo a falsa esperança que é assim que as coisas se resolvem.

Como reagir a um país que olha para a saúde e a educação como coisas não prioritárias, onde temos cada vez mais abandono escolar e pessoas a morrer em listas de espera intermináveis?

O que fazer quando se vive num país que recuou 30 anos, onde o trabalho é tão barato que vemos pessoas em situações vergonhosas, de total precariedade mas que se resignam porque é melhor assim do que não ter nada?

Há quem diga que não devemos ver só as coisas más e que é preciso ter esperança, mas quando dou por mim a relembrar um texto que escrevi aqui há quase dois anos e percebo que nada mudou, sinto medo....

Sinto raiva, angustia, e a garganta apertada. 
Sinto claramente o coração pesado por viver num país que já deixou de o ser há muito tempo, para passar a ser o tabuleiro de diversões de tantos outros.

Dos textos que nos fazem sentido


Há dias em que estamos na internet e esbarramos com aqueles posts em que depois de ler dizemos: - caramba é tão isto.

Aconteceu-me isso esta semana, quando li este post que a Inês escreveu.
Já sigo o blogue há muito tempo e por conhecer a Inês há alguns anos (fora deste mundo) sei que a pessoa que escreveu isto pensa realmente assim, não só porque tem um background muito forte na área da moda mas essencialmente porque sempre teve o seu estilo pessoal muito vincado.

E a Inês entre tanta coisa acertada, foca um ponto essencial - o que dá para um não tem de dar para o outro. Somos pessoas diferentes, com personalidades e características tão pessoais que sempre me fez confusão as supostas listas de peças essenciais a ter num guarda-roupa, e acima de tudo ver meio mundo a acenar com a cabeça que tem mesmo de ter aquilo.

Um exemplo prático desse tipo de listas que vejo são os trench-coats, caramba se não há listinha seja de Inverno ou Verão que não espetem lá com o casaco e eu que já experimentei uma vez e fiquei a sentir-me uma velhinha, sempre achei que definitivamente a minha pessoa e aquele casaco não tínhamos nada a ver. A minha vida seguiu sem problema e portanto eu sou uma dessas pessoas pecaminosas, que não tem um trench-coat a apanhar pó no armário. 

A questão aqui não é dizer que nunca se irá usar algo, pois a vida muda, a nossa forma de ver a roupa também e o que agora nos parece mal, daqui a uns anos pode fazer todo o sentido, o que faz confusão é saber claramente que aquilo que nos aconselham não assenta minimamente na pessoa que somos naquele momento e mesmo assim se comprar, só porque dizem que aquilo é a última coca-cola do deserto. Não há mal nenhum em assumir que não nos identificamos com o que dizem estar na moda, mostra personalidade e conhecimento sobre nós próprios, mostra acima de tudo que temos uma palavra a dizer numa altura onde é tão fácil tornarmo-nos cópias uns dos outros.

Sinto que quando toca a moda e neste universo onde temos sempre tão fácil acesso a tudo, as pessoas ficam cegas, elegem os seus heróis e tornam-se clones daquilo que gostam de ver no outro, anulando-se a si próprias.

Pior do que isto, faz-me confusão que se façam listas, que se dite que é aquilo que todos devemos ter, tal como se fosse uma receita certeira para o sucesso. Associo este tipo de listas às constipações que costumamos ter no Inverno e alguém muito sabido nos aconselha medicamento x porque é espectacular e depois de alguns dias damos connosco no hospital com gripe à séria porque a coisa não resultou.

Enfim, não tenho por hábito falar destes assuntos, até porque não sou certamente a pessoa com mais estilo à face da terra, nem com conhecimentos para saber se aquele casaco está na moda ou não, mas quando li aquele texto de manhã, lembrei-me do raio do trench-coat e saiu-me um sentido:

Ámen Sister!

Trazer o biológico para a mesa


Sou uma miúda que passou grande parte da infância e adolescencia na terra da avó. Aprendi a semear batatas e cebolas, a apanhar milho e a regar terras. Comi fruta directamente da árvore sem lavar porque não era necessário, tirei leite a cabras, "desviei" ovos da avó para estrelar, conheci e saboreei cheiros e sabores vindos directamente da terra para o prato e tive durante muito tempo o prazer de conviver com a Natureza e de aprender que os alimentos verdadeiros, sem aditivos e pesticidas podem até ser feios, tortos e desengonçados, mas vibram com cores verdadeiras e sabores que nunca foram alterados.

Por ter este background, sempre me chateei um pouco com os alimentos do supermercado, especialmente com os tomates e os ovos. Sou uma fã incondicional de tomate e nos últimos tempos chegava a comprar só o cherry porque era o único que conseguia encontrar que soubesse mesmo a tomate, pois tudo o resto vinha sem sabor e muito plastificado. Os ovos eram outro alimento com que sempre encalhei, lembro-me que os das galinhas da avó criadas no campo, vinham meio sujos mas assim que se partiam, a gema era de um amarelo mágico e estes que compramos no supermercado são esbatidos e sem vida. Podemos também falar das cebolas que nos últimos tempos só conseguia usar para sopa, pois eram de tal maneira ácidas que era impossível comer numa salada.

Até que um dia, uma amiga partilhou comigo um projecto chamado Quinta da Marquesa, onde cultivam os produtos de forma natural e entregam em casa. Já conhecia alguns semelhantes, mas o elevado preço fazia-me sempre recuar, mas depois de saber que um cabaz tinha o custo de 10€ e que esta amiga estava completamente satisfeita com a qualidade decidi experimentar e fiquei fã.

Os cabazes variam todas as semanas, é enviada uma lista à segunda com os produtos do cabaz semanal e nós escolhemos entre 7 a 9, depois as pessoas da quinta compõem o cabaz de forma a perfazer os 10€, fora do cabaz há sempre imensos produtos disponíveis que podem comprar à unidade ou ao kilo. Até quinta-feira envia-se a nossa encomenda, e ao sábado no conforto do lar chega-nos uma encomenda fresca e colorida a casa, cheia de nutrientes e muitos sabores verdadeiros.

Não há uma obrigatoriedade de encomenda, cada um pede quando quer e conforme as suas necessidades, e garanto-vos que as quantidades são bastante generosas. As entregas são feitas em Lisboa, Cascais e Sintra.

Eu estou rendida ao projecto, à qualidade e à sensação de estar a comer produtos verdadeiros e por isso sou sem dúvida uma cliente muito satisfeita. Para além disso é sempre positivo ver que as pessoas no meio da crise estão a ser empreendedoras e a gerir os seus negócios.

Se há coisa que me dá prazer é saber que aquela pessoa que fala comigo no email, é a mesma que ao sábado vai estar à minha porta a entregar-me os produtos e que estes foram cultivados por aquelas mãos. Gosto deste aproximar com o cliente de sentir a envolvência de quem faz e vende com quem compra. 

Por aqui há fãs deste tipo de projectos?

12 Anos Escravo


12 anos escravo é daqueles filmes que nos faz sair do cinema com a sensação de murro no estômago e a garganta bem seca. É um filme com uma carga emocional muito grande, que nos deixa com uma grande sensação de revolta e indignação.

Há muitas falhas na nossa história, a escravatura foi sem dúvida uma das mais vergonhosas e Steve Mcqueen de forma sublime consegue representar isso na perfeição, a crueldade com que os escravos eram tratados, as violações, a violência, a fome e a sede eram constantes na vida destas pessoas que eram tratadas como lixo. 

A história fala sobre Solomon Northup, um homem livre, que tocava violino, tinha família e uma boa vida, e que é enganado por dois homens que o raptam para o venderem como escravo. Depois disso Solomon passa 12 anos da sua vida numa situação desumana, onde sofre todo o tipo de violência apenas por ser negro.

Se a história já arrepia, a interpretação de Chiwetel Ejiofor é de nos deixar de lágrima nos olhos, pois o actor encarnou de tal forma a personagem que é fácil esquecermo-nos que estamos perante uma interpretação. Destaco também Lupita Nyong'o que interpreta a jovem Patsey, e que tem das melhores representações que alguma vez vi quando está a ser açoitada, a dor que ela sente é facilmente transposta para fora do ecrã. Por fim tenho também de falar sobre Michael Fassbender, que do início ao fim veste tão bem aquela personagem hedionda de dono dos escravos, que consegue trazer ao de cima uma vontade incontrolável de o esmurrar sem parar.

É um filme que nos marca porque é realizado de forma simples, e mostra a realidade tal como ela foi, nua e crua, sem ligeirismos evidenciando todos os podres que foi a época da escravidão. 

Ao sair do filme, o espírito vinha pesado, sobretudo porque passados 200 anos não só continua a existir racismo e descriminação como escravidão. E foi ao lembrar-me de uma reportagem que li há pouco tempo no público sobre um homem que foi escravo durante 26 anos no Alentejo e só se libertou há 3, que percebi que o ser humano tem claramente muita coisa com que se envergonhar.

Para quem não viu essa reportagem podem ver aqui.

12 Anos Escravo merece ser visto e sentido, e é sem dúvida um justo e merecido candidato aos Oscares deste ano.

Papas de aveia com kiwi


Se há coisa que me dá prazer é preparar um pequeno almoço com todo o cuidado, cheio de nutrientes, cores e sabores e apreciar lentamente. A verdade é que começar a manhã assim é meio caminho andado para o dia correr bem e nestes dias cinzentos esta é aquela comida de conforto perfeita.

A aveia tem sido nos últimos tempos uma grande aliada na minha alimentação saudável, é um cereal baixo em calorias, rica em fibras e conhecida por saciar muito facilmente, não nos deixando com a sensação de fome durante algum tempo, para além disso é indicada antes do exercício pois ajuda a aumentar o rendimento desportivo. 

As papas de aveia não são nada mais do que aquelas que em bebes alguns de nós comeram e que contêm muitos nutrientes para um pequeno-almoço de rei. Para além de ser uma delicia, é muito fácil e rápido de fazer e permite-nos usando as papas como base, experimentar adicionar frutas e outros alimentos para enriquecer ainda mais esta refeição. Para acompanhar fiz um batido natural de frutos vermelhos e romã que ficou verdadeiramente saboroso.

Ingredientes
250ml de leite (podem usar o que mais gostarem, amêndoas, soja, arroz ou vaca) - equivale a um copo grande cheio
30gr de flocos de aveia - equivale a duas col de sopa cheias
1 col sopa de sementes de chia
1 col de açúcar de côco ou mel

Preparação
Misturar tudo numa panela, no fogão.
Assim que começar a ferver, baixar a temperatura para que o leite não derrame.
Continuar sempre a mexer.
Desligar quando ganhar uma consistência gelatinosa (cerca de 10 minutos).

Para acompanhar e encher as papas de cor, usei Kiwi, um pouco de lascas de coco, ananás seco e bagas de goji, ficou uma verdadeira delicia que me deixou satisfeita durante umas boas horas.

E vocês são fãs de Papas de Aveia?

Pedaços de mim

1. Pablo na sua posição favorita - 2. Tivémos uma visita bem diferente na agência - 3. Sozinha às 07h00 da manhã no ginásio - 4. Pequeno-almoço de fim de semana delicioso e saudável
5. Saldos em Madrid - 6. Nas nuvens - 7. O prazer de andar de avião

É no instagram que partilho pequenos pedaços do meu dia-a-dia, e hoje resolvi trazer alguns 
para o blogue. Boa sexta.