O final de um mês bonito, o início de um especial


E é assim que sorrateiramente Novembro chega praticamente ao fim, quase sem avisar.
Olhamos para trás e começamos a perceber que o ano está quase a acabar e nem entendemos muito bem como o tempo passou assim tão rápido, para mim foi um ano especial, um ano com muita coisa boa e muita coisa má, mas esse tipo de balanço não será feito hoje.

Gosto da época que se avizinha, das lojas decoradas, das ruas a brilhar, de pensar minuciosamente o que vou oferecer a cada pessoa portanto estou contente que Novembro esteja praticamente no fim. Gosto de saber que este fim-de-semana irei fazer a árvore de Natal, ao som de músicas tão banais como "All i want for christmas is you" e sobretudo de pensar que daqui a duas semanas estarei oficialmente de férias, que só regresso ao trabalho em 2014 e aqui pelo meio irá haver uma viagem para matar saudades de andar de avião.

Sinto-me uma criança ansiosamente à espera de Dezembro, mas a verdade é que o facto de não ter férias há um ano e meio juntamente com boas coisas que aconteceram este ano, dão a este Dezembro um sabor muito mais especial que o ano passado e por isso vou querer saborear cada momento deste mês com muito carinho.

E por ai já há planos para a árvore de Natal?

Cartões de Natal

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Regressa hoje ao blogue um dos meus temas favoritos, os DIY.
Quem segue o blogue há mais tempo sabe que sou verdadeiramente fã de personalizar coisas e por isso ando sempre a pesquisar novas ideias. Quando tenho mais tempo gosto de criar os meus próprios DIY, mas nesta altura de mais trabalho acabo por experimentar outras ideias já existentes.
O exemplo que vos trago hoje, coloquei em prática o ano passado portanto não é novo para mim, mas como funcionou tão bem decidi partilhar com vocês.

O Natal é uma época de família, e recheada de criatividade por tanto é perfeito para personalizarmos não só os nossos presentes,  com pequenos pormenores que marcam a diferença e mostram à outra pessoa que realmente pensámos em tudo. Neste caso a sugestão é fazermos os nossas próprias etiquetas de Natal em vez de gastarmos dinheiro nas que já estão feitas,  e têm muito menos piada.

Estas são em forma de pétala, trazem dois grafismos diferentes e são muito fáceis de fazer, basta imprimir em duas folhas A4 (a frente e o verso das etiquetas), cortarem, colar e oferecerem juntamente com o presente. Garanto-vos que vai surpreender pela positiva quem receber e vão de certeza querer guardar como recordação. 

Porque o Natal têm de começar a ficar mais marcado pelo carinho e lembrança e não tanto pelo consumismo desmesurado, acredito que são estes pequenos pormenores que fazem toda a diferença numa época que se quer muito especial.

Para quem quiser fazer o download dos cartões é ir aqui.

Porque uma vida saudável sem deslizes não tem metade da piada


E depois de ontem falar de magnum hot hoje é dia de balanço na alimentação.

E perguntam vocês, como anda a minha actividade física e a reeducação alimentar que comecei no início de Setembro?

E eu respondo que continua muito bem, apesar de nas últimas semanas ter sofrido um pequeno descarrilamento. Desde este último post, em que vos falei dos óptimos resultados que tinha conseguido que nunca mais voltei a escrever sobre o assunto, e desde aí já se passou mais de um mês.

Os treinos matinais continuam, apesar de na última semana devido ao frio ter-me dado uma preguiça aguda e não fui um único dia ao ginásio, mas como o frio veio para ficar já me mentalizei que vou ter de conviver com isto nos próximos meses e conseguir  continuar a sair da cama 3 vezes por semana às 06h30 da manhã mesmo que lá foram estejam 0 graus.

A alimentação essa é que anda um grande festival, o frio chega e só dá vontade de comer coisas saborosas e que nos confortem a alma (já para não falar no chocolate quente) e depois começam a chegar os jantares da empresa mais jantares de Natal e uma pessoa que antes de ir, promete que só vai comer coisas saudáveis, dá por si estranhamente com a boca numa mousse de maracujá e com um prato de míni pizzas na mão entre tantas outras coisas saborosas.

Enfim, este mês foi claramente mais desregulado a nível de alimentação, mas estranhamente a minha avaliação mostrou que a massa gorda voltou a baixar (estou agora com 23% quando em Outubro estava com 25%), o músculo aumentou, voltei a perder centímetros em todo o corpo e o meu gasto calórico em repouso aumentou muito mesmo o que é óptimo, ou seja o meu metabolismo nos últimos meses tornou-se muito mais rápido.

Estes resultados fizeram-me perceber que ter uma alimentação correcta e praticar regularmente exercício físico, dá mesmo resultados, não só físicos mas acima de tudo mentais. Há uns meses atrás estaria a martirizar-me por todos os deslizes que cometi nas últimas semanas, mas depois de perceber que podemos permitir-nos cometer alguns excessos se mantivermos um estilo de vida saudável, fez-me aceitar os meus deslizes com naturalidade e isso para mim é de facto uma grande vitória.

Entretanto está a chegar a época natalícia e já se sabe que é complicado manter uma alimentação 100% saudável nesta altura, portanto os próximos tempos vão ser mais regrados para que possa desfrutar em pleno desta época familiar sem remorsos e culpas.

E não que seja uma expert nestes assuntos longe disso mesmo, mas o que tenho aprendido nos últimos tempos com a mudança física que estou a sofrer aos poucos é que se estivermos mentalmente receptivos a aceitar que os deslizes também existem, as coisas tornam-se mais fáceis e deixamos oficialmente de fazer dieta para ter durante todo o ano uma alimentação saudável sem sofrimento.

Uma perdição chamada Magnum Hot


Obrigada senhor que estás no céu e permites que se continuem a inventar coisas tão pecaminosamente boas e que nos deixam literalmente a salivar.

É assim que começo a minha dissertação sobre a nova e deliciosa maneira de comer Magnum. Ora bem, passei a semana toda a ouvir na rádio publicidade a isto, e andava realmente com a pulga atrás da orelha para experimentar. A verdade é que não é preciso muito para me convencerem a experimentar este tipo de coisas, afinal estamos a falar de gelado magnum (coisa de que sou absolutamente fã) e um processo extremamente simples que nos permite ter em pouco tempo uma bebida quente e deliciosa nas mãos.

Portanto sempre que ia no carro rumo para o trabalho, a bater o dente com o frio siberiano que se tem feito sentir, pensava que este fim de semana tinha realmente de experimentar esta maravilha e perceber se é tudo de bom que falavam. Chegou sábado, o frio esse manteve-se e portanto decidimos ir ao supermercado buscar Magnuns, comprou-se daquelas caxinhas de gelados míni que trazem vários sabores, pois como na rádio falavam muito bem do magnum branco mas eu queria mesmo era experimentar o de amêndoa, nada melhor do que esta opção. 

Chegados a casa, o processo é muito simples, coloca-se um magnum (no nosso caso foram dois porque eram dos pequenos) dentro de uma caneca com o pau para cima, adiciona-se 50 ml de leite magro, leva-se ao micro ondas durante 1m e 15seg e voilá sai uma verdadeira delicia completamente adequada para estes dias frios que se têm feito sentir. Experimentámos o de amêndoa e o branco com um pouco de canela e ficou realmente muito bom.

Agora se estamos mesmo a falar de chocolate quente? Óbvio que não, nem sequer se pode comparar um com o outro, mas para quem quer uma bebida saborosa, sem sair de casa e com muito pouco trabalho esta nova forma de comer/beber magnum está completamente aprovada.

Eu confesso que fiquei fã, e vocês já experimentaram?

Giveaway Notebooks ObviousState


Há duas semanas atrás falei aqui sobre o projecto ObviousState, os seus maravilhosos notebooks e o quanto podiam ser prendas giras e originais a oferecer este Natal.

Eu como fã assumida de Notebooks, não fiquei indiferente à personalidade que estes objectos tinham, portanto nada melhor do que um Giveaway para terminar Novembro da melhor forma,  e como estamos a poucas semanas do Natal este passatempo terá direito a dois vencedores.
Os Notebooks são feitos com papel reciclado, têm 32 páginas e são de linhas.
O da esquerda com o chapéu de chuva é de J.D.Salinger e o da direita com a janela rabiscada é de George Orwell.

Para se habilitarem a ganhar, têm de:
1. Ser fã da página de Facebook do Lolly Taste aqui
2. Seguir o blogue no Google Friend Connect (lado direito do blogue onde surgem os membros)
3. Partilhar publicamente este passatempo no Facebook ou Twitter
4. Preencher correctamente o formulário abaixo.
 O passatempo termina no dia 8 de Dezembro às 23.59h.

Passatempo terminado.

Da Solidariedade - Parte 2


A semana passada quando publiquei este post, tive uma boa surpresa, com algumas pessoas através de  comentários e outras tantas via e-mail a perguntarem-me se conseguia dar sugestões de algumas associações que poderiam ajudar.

Fiquei feliz com esta reação, porque mais do que coisas bonitas que se possam escrever e dizer, gosto de ver que as pessoas também se interessam por estes assuntos e que querem ajudar, mas muitas vezes não sabem como o fazer, por isso começo a semana por aqui com um conjunto de associações em que acredito, para que possam dentro das vossas possibilidades ajudar a tornar este Natal um bocadinho mais feliz para tantos outros que precisam.
Para não tornar este post muito extenso, será dividido em duas semanas, com várias associações distintas em cada um.

 BUS - Bens de Utilidade Social

A BUS é um projecto extremamente interessante, que procura dar uma nova vida a electrodomésticos, mobiliário, roupa de cama, casa e utilidades de cozinha que já não utilizamos mas que podem servir a outras pessoas. Com um simples telefonema, a BUS vai gratuitamente buscar os bens que querem doar e depois reencaminha para famílias que não os podem comprar.

UPPA: União para a protecção dos animais

Esta causa é muito especial para mim e já não é nova por aqui. A UPPA é uma associação 5 estrelas onde sou voluntária e que procura tornar a vida de alguns animais muito melhor, dando-lhes condições e tentando encontrar boas famílias que os tratem como merecem.
Para quem não pode adoptar um animal, há sempre a hipótese de apadrinhar, onde mensalmente vocês definem um valor, escolhem um patudo e garantem-lhe todos os cuidados. Tal como diz na imagem podem apadrinhar a partir de 1€ por mês.
Outras formas de ajuda, vão desde donativos esporádicos que queriam fazer através de transferência bancária, até doações de comida, mantas (agora para o Inverno são muito importantes), camas, desparasitantes, transportadoras, trelas e coleiras, que são produtos sempre necessários no dia-a-dia dos pequenos.
Contacto Facebook ou email: uppa.geral@gmail.com

CASA - Centro de apoio ao sem abrigo

A associação CASA leva a cabo acções de solidariedade social, apoio, alimentação e alojamento a favor de sem-abrigo, crianças, adolescentes e idosos socialmente desfavorecidos.
Podem ajudar esta associação, tornando-se voluntários, fazendo donativos em dinheiro ou géneros sendo que os que mais necessitam são: Produtos de higiene pessoal, alimentos não perecíveis; agasalhos e cobertores, roupa que já não usem e embalagens de plástico para distribuir as refeições. Têm ainda vários polos por todo o país, sendo assim mais fácil ajudar para quem está fora de Lisboa.
Site: http://casa-apoioaosemabrigo.org/  - E-mail: info@casa-apoioaosemabrigo.org
Facebook


ACREDITAR: Associação de Pais e amigos de crianças com cancro

Com base no seu lema de “Tratar a criança com cancro e não só o cancro na criança”, a Acreditar actua no sentido de proporcionar as condições para que as crianças com cancro tenham as mesmas oportunidades, não só de sobrevivência, mas também de conquistar a saúde física e psicológica e crescerem tornando-se adultos de pleno direito!
Podem ajudar com donativos monetários, tornando-se voluntários ou ainda com apoio em géneros, sendo que os bens que a Acreditar necessita são: Pensos rápidos e coloridos em substituição dos castanhos normais, pequenos brindes novos, como baralhos de cartas, bolas, cds, lápis de cor, pulseiras, colares, anéis, fraldas de bebe e incontinência. Podem também doar roupa mas tem de ser preferencialmente nova ou então estar em muito bom estado porque sendo crianças com cancro têm o sistema imunitário muito fragilizado.
Site: www.acreditar.org.pt - E-mail: acreditar@acreditar.pt - Facebook




Mantra de Quarta-Feira

Dizer mais vezes amo-te, gosto de ti, és importante, obrigada.
Quantas vezes vivemos embrenhados numa vida tão stressante que nos esquecemos de agradecer a quem está ao nosso lado, que nos esquecemos de olhar para as nossas pessoas com verdadeiros olhos de ver. É importante alimentar as relações sejam elas de qualquer tipo, é importante acima de tudo não deixarmos de expressar o nosso amor e gratidão às pessoas que amamos.
Um beijo sentido, um abraço apertado, um olhar profundo, um telefonema que anda a ser adiado, aquele café que nunca mais é combinado, enfim tantas coisas que deixamos para o amanhã quando o hoje é uma realidade.
Acredito que é importante termos à nossa volta não um milhar de pessoas, mas sim pessoas que valem por um milhar e que as devemos estimar, cuidar e acima de tudo amar verdadeiramente. Não é feio, lamechas ou demodé dizer gosto de ti ou obrigada por estares aqui quando menos se espera, feio e triste é querer fazê-lo e já não o poder fazer...
Porque a vida parece longa mas passa num instante,  não deixem para amanhã aquilo que podem dizer hoje.

Cinco coisas que não sabem sobre mim



1. Tenho medo do escuro: Oh yeahhh, se há coisa que me deixa mesmo nervosa é o escuro. Não tenho nenhum trauma em particular e até gosto bastante de filmes de terror mas o escuro transmite-me uma sensação de desconhecido e isso aflige-me, portanto se estiver sozinha em casa ligo todas as luzes até à minha cama e depois vou desligando até estar completamente tapada.

2. Sofri de distúrbios alimentares até aos 21 anos: Pois é...sofri de bulimia durante alguns anos.
Na adolescência tive excesso de peso e depois de alguns anos a ouvir coisas menos boas por parte de alguns colegas comecei aos 15 anos a vomitar às escondidas. Como a minha mãe trabalhava por turnos era fácil para mim fazer este tipo de coisas. Emagreci bastante e a minha mãe acabou por me apanhar um dia a vomitar na varanda (depois de já andar desconfiada) e levou-me ao médico. Depois disso foram alguns anos de luta, com algumas recaídas pelo meio mas que terminou numa grande vitória para mim. Consegui vencer esse problema que tanto mal fez à minha saúde.

3. Descobri há pouco tempo que afinal gosto de polvo, lulas e banana: Vá banana eu já sabia que gostava, mas quando era mais nova e fazia asneiras na alimentação li em qualquer lado que a banana engordava e desde essa altura estive mais de 10 anos sem tocar na fruta, até que há uns meses senti vontade de voltar a comer e só ai percebi o quão idiota fui. 
O polvo e as lulas sempre foi uma questão de achar os bichos meio nojentos e fazer-me impressão mas depois de ter comido umas maravilhosas lulas recheadas na casa do sogro comecei a dar o benefício da dúvida. Há um mês atrás atrevi-me no polvo e fiquei de tal forma louca com aquilo, que implorei à minha mãe que fizesse (mãe essa que sempre adorou polvo e passou uma data de anos sem comer porque eu não gostava).

4. Durmo com a almofada em cima da cabeça: (É nesta altura que começo a perder seguidores por acharem que tenho graves problemas mentais). Não me perguntem porquê, pois não vos sei responder mas desde muito cedo que sempre dormi com a almofada em cima da cabeça, a verdade é que sinto uma estranha sensação de conforto e só assim consigo dormir bem. Óbvio que quem vê isto pela primeira vez acha estranho (e é bastante) e até se habituarem acham sempre que eu não estou a respirar. Agradeço a preocupação do fundo do coração mas não há nada a fazer.

5. Não sei fazer risco nos olhos: Vá confesso que não é uma coisa com que me preocupe muito, mas aos 28 anos era porreiro se soubesse fazer até porque quando vejo noutras pessoas gosto. A questão é que eu tenho muito pouca paciência para coisas demoradas e um risco nos olhos necessita de muita atenção portanto nunca me dediquei muito a isso. Talvez quando me der uma crise de meia idade decida aprender a fazer.

Da solidariedade


A semana passada enquanto conduzia para o trabalho ouvi na rádio que os portugueses estão mais solidários apesar das dificuldades, para além de que este ano aumentou bastante a percentagem de voluntários em diferentes causas e não pude deixar de esboçar um sorriso.

É verdade que as coisas não estão fáceis, e que o cinto tem apertado para a grande maioria,  mas também é verdade que muitas vezes não é preciso muito para ajudar os outros e que se fizermos o simples exercício de perceber em que coisas gastamos dinheiro e que não necessitamos é mais fácil ajudar.

Estamos a chegar a uma época onde surgem imensos peditórios para diferentes causas, eu sou a favor que a solidariedade deve ser praticada o ano todo mas compreendo que é bom aproveitar uma época em que as pessoas naturalmente acabam por gastar mais dinheiro, para tentar angariar o mais possível para quem mais precisa, no entanto acabo por sentir que às vezes por desconfiança ou desinformação há muita gente que não ajuda por não saber para onde vai o dinheiro. 

Depois tem tudo um pouco a ver com o tipo de causas com que nos deparamos, e é mais fácil ajudar causas humanas sejam elas quais forem do que causas animais ou de protecção à natureza, pois a verdade é que o ser humano consegue mais facilmente colocar-se na situação de pobreza, doença ou outro tipo de dificuldade.

Mas como o que realmente interessa é ajudar e já que estamos numa altura de maior solidariedade, façam uma revisão aos vossos gastos, pensem se aquela camisola ou batom vos faz mesmo falta, escolham uma causa e ajudem. 

Sejam mais solidários, olhem mais para a vida à vossa volta, esqueçam um pouco as modas, os desejos de consumo e este Natal tornem um bocadinho melhor a vida de alguém, abracem uma causa. Para quem não quer ou não pode ajudar com dinheiro, doem roupas que já não usam, contribuam com alimentos sejam eles para humanos ou animais, enfim sejam sobretudo pró-activos num mundo inundado pelo fácil consumismo.

E acima de tudo não se encostem à desculpa do "não ajudo porque não tenho tempo", porque tal como a bombazine isso já passou de moda há muito tempo. 

Oferecer com alma







Confesso que sou viciada em crafts e handmade e por causa disso um dos sites por onde viajo mais tempo é o Etsy, que tem um verdadeiro mundo de inspiração, pessoas talentosas e produtos tão bons que fico sempre com vontade de comprar tudo.

Outra coisa que me rouba muito a atenção seja online seja em livrarias, fnacs ou supermercados são agendas e notebooks, sinto-me uma verdadeira criança a olhar para um doce, com os olhos brilhantes enquanto aprecio as capas, o interior, o cheiro a novo, e muitas vezes só não caio na tentação de trazer para casa porque me dou conta que já tenho mil notebooks que não uso porque fico com pena.

Para além de gostar deste tipo de produtos acho sempre que são óptimas opções para presentes, originais, diferentes e com um pouco de procura podemos sempre encontrar notebooks com mensagens e grafismos interessantes, muitos deles até permitem personalizar e se há coisa que realmente gosto é de prendas personalizadas.

E foi já a pensar no Natal, em busca de presentes em conta mas com um toque especial que encontrei a loja ObviousState, que tem não só notebooks maravilhosos, como posters que emoldurados dão uma vida diferente a qualquer divisão de uma casa. Gosto de tudo nesta loja, o conceito que junta frases de artistas famosos com as ilustrações a preto de Evan Robertson (a cara por trás deste projecto). Simples mas muito bonito e com preços acessíveis, deixou-me realmente a pensar que tinha encontrado aqui uma óptima sugestão de presentes com alma para oferecer, para além de que o notebook de Sallinger e o poster de T.S. Elliot roubaram-me definitivamente o coração e já os imagino aqui por casa. 

O Etsy tem realmente esta vantagem, bons projectos, com bons preços e bastante originais, o que permite mostrar a quem oferecemos que não nos deixámos cair em coisas de última hora e que aquele presente foi realmente pensado para aquela pessoa, por isso parece-me que este Natal muitos presentes virão deste site. 

Vamos lá ver se nos entendemos


Chega o frio e automaticamente a minha cabeça começa a pensar em chocolate quente. Sou mesmo viciada nesta bebida, especialmente se for daquele chocolate que mais parece mousse. 

Sim eu não bebo chocolate quente, eu como chocolate quente, gosto dele bem espesso, daquele que a colher fica em pé e com um sabor tão intenso que só consigo voltar a comer lá para as 10 da noite, óbvio que há muita gente que não gosta do chocolate assim e me pergunta inclusive como consigo comer aquilo, mas se me querem ver feliz e darem-me uma valente caneca daquela pasta escura.

Já provei vários chocolates quentes, lembro-me que gostava muito do que faziam no café do El Corte Inglês mas desde que descobri a maravilha do chocolate quente ali em Carcavelos no bar dos gémeos, que passo o ano inteiro a desejar que chegue esta altura para lá ir, porque a verdade é que apesar de morar perto do bar, confesso que só lá vou quando está frio justamente por causa deste néctar dos deuses.

O bom disto é que o chocolate para além de ser mesmo bom tem várias opções, seja para pessoas como eu que gostam de papa de chocolate numa caneca, ou malta mais convencional que gosta dele mais líquido para ir bebericando, há para todos os gostos e que ninguém se queixe que não pode engordar porque só há um tipo de chocolate quente.

Eu geralmente quando gosto de uma coisa fidelizo-me ao sítio e no chocolate quente sou um bocado piquinhas, porque há muitos espaços que acham que colocar chocolate em pó numa caneca de leite é o mesmo efeito mas pior do que isso, se há coisa que me deixa estragada no mesmo minuto, é pedir um chocolate quente e trazerem-me....

Leite UCAL aquecido.

Só faltou darem-me uma palhinha e um pão com manteiga, para retornar aos velhinhos lanches de Domingo com a mãe em que comia cola cao às colheres e via o Bamby.

Obrigado senhores por destruírem por completo o momento de pura luxúria que era a degustação de um verdadeiro chocolate quente.

Diz que começa a cheirar a Natal




Sim eu assumo que sou apaixonada pelo Natal, adoro esta época, as cores, as luzes, as decorações fico completamente em êxtase. Admito também que sou uma pessoa bem careta/tradicional nesta área, portanto para mim árvore que é árvore é verde, cheia de coisas penduradas, tudo muito vermelhinho, verde e dourado e com luzes a piscar.

Quando era miúda sempre sonhei ter uma árvore grande, daquelas muito altas que é preciso uma escada para lá subir, mas como o dinheiro sempre foi muito contado eu e a mãe tínhamos uma árvore pequena que eu colocava estrategicamente em cima de uma mesa para parecer maior. Óbvio que não deixei de ter Natais felizes, mas confesso que sempre que via uma árvore gigante ficava a sonhar com aquilo e talvez por isso quando me juntei há 2 anos assim que chegou o Natal eu disse com toda a convicção: "Quero uma árvore gigante" e assim que meti os olhos naquela que é a minha árvore hoje, parecia uma criança a babar-me para cima de um doce.

O momento da decoração da árvore é vivido por mim com muita alegria, meto músicas de Natal, sinto um real prazer em colocar as decorações, canto, danço e anseio pela altura de colocar a estrela no topo da árvore (sim sim eu avisei que era tradicional com a árvore, portanto tenho uma estrela no topo).

O ano passado foi o primeiro Natal do Pablo, todos os amigos me disseram que ia haver destruição e que gatos versus árvores de Natal não são compatíveis, mas contra todas as expectativas ele foi indiferente ao mamarracho verde que coloquei na sala, teve apenas um simples objectivo de retirar uma pinha e assim que o cumpriu seguiu a sua vida tranquilamente, mas....

Há um ano atrás o Pablo tinha 6 meses, era mais pequeno e coisas muito grandes assustavam-no, agora com 1 ano e 5 meses o bicho está enorme, pouco em altura mas muito em largura, continua a assustar-se com coisas grandes mas cheira-me mesmo que este ano será diferente e a árvore vai sofrer ferozes ataques felinos, afinal de contas se ele tenta comer o saco da ração porque não tentar comer a base da árvore.

Enfim, ainda não estou com o espírito natalício a mil mas o bichinho já começa a despertar, já começo a pensar na noite com a família, nos presentes a oferecer (este ano querem-se giros e baratinhos), nas férias (que vão ter um sabor bem espectacular) e nas mil formas de fazer com que o meu gato não engula a minha obsessão de Natal.

I could live here






Uma casa cheia de charme, um ambiente rústico como tanto gosto perdido no meio da natureza, uma decoração bonita, com móveis que contam histórias e de ambiente acolhedor, esta é La Finca uma quinta muito bonita em Maiorca.

Gosto de espaços assim, fazem-me lembrar a infância feliz passada na terra da avó e talvez por isso nunca tenha sonhado viver no centro da cidade. Gosto de me refugiar no silêncio dos arredores, sabendo que estou perto do movimento mas longe o suficiente para viver uma vida tranquila, leve, sem stress e com cheiro a mar. 

Estas fotos encheram-me o coração de boas memórias, especialmente a última com as laranjas, lembrando-me das imensas laranjeiras onde brinquei e das muitas laranjas que tirei directamente da árvore e comi sem lavar, porque aqueles sabores são genuínos e não precisam de venenos nem conservantes.

Sou uma miúda nascida na cidade mas claramente com espírito do campo, devo-o às minhas raízes tão ricas e digo-vos que um dia ainda serei feliz fora de Lisboa, levando o meu projecto/sonho de longa data para a frente,  vivendo sem stress e com o bonito som dos pássaros a cantarem pela manhã.

A sorrir é que nos entendemos


Gosto de pessoas felizes, de pessoas que trazem consigo boas vibrações e que quando estamos perto sentimos uma espécie de conforto emocional, gosto sobretudo de pessoas com bagagem e bom conteúdo.

Sou naturalmente uma pessoa feliz e positiva, mesmo que a vida em certos momentos não me tenha sorrido, acabo sempre por encarar tudo com uma relativa facilidade e tento sempre encontrar formas de ver as coisas de uma maneira mais colorida, por isso no geral é raro verem-me a queixar de alguma coisa. 

Não podemos ser todos pessoas felizes claro, ou melhor não podemos ter todos esta forma de encarar a vida, e acredito que há pessoas naturalmente mais melancólicas e que também têm a sua beleza, mas no geral pessoas que estão constantemente a queixarem-se de tudo incomodam-me, sobretudo porque muita gente queixa-se não por necessidade mas por observação da vida alheia, ou seja se o outro têm eu também quero, se não posso ter a minha vida é uma miséria e aos outros é que calha tudo.

E a verdade é que nos últimos tempos, talvez pela crise que o país atravessa há já bastante tempo, as pessoas estão mais assim, mais tristes, com olhares fechados, pouco dispostas a ouvir o outro e até com alguma má educação à mistura. Não sei realmente se é da altura que atravessamos, se é o simples facto de cada vez estarmos mais ligados às novas tecnologias e as pessoas já não saberem como reagir com outro ser-humano cara a cara, mas a verdade é que o mundo que vou observando está mais cinzento, mais distante e menos humano.

O fantasma do blogger



Hoje quando aqui cheguei tinha dois posts que tinham sido publicados há uns 2 anos, aqui na primeira página como se os tivesse colocado novamente. Não sei o que se passou mas algo me diz que o blogue foi invadido por fantasmas.

Por isso se no vosso feed de noticias aparecer algo a dizer "Giveway Barral" e "Cheiro de Verão", não estranhem nem achem que enlouqueci, foi só o fantasminha do blogger que decidiu aparvalhar aqui o estaminé. 

Bom Domingo***


Carta ao Herói




Olá Herói, o meu nome é Vânia e estou a escrever-te para te pedir desculpa.

Sim eu sei que sou um humano, essa raça medíocre que foi capaz de te fazer isto mas não te assustes, podes não acreditar mas entre nós, há pessoas que tentam contra tudo defender-vos, não é fácil acredita....especialmente depois disto.
Quando soube o que te aconteceu comecei a chorar. Estava no trabalho quando li a tua história e uma revolta tão grande apoderou-se de mim, que tive de me esconder na casa de banho e largar um mar de lágrimas cheias de tristeza e indignação.  
Desculpa pela crueldade, desculpa pelos poucos escrúpulos e pelo egoísmo que o ser humano é capaz de ter, desculpa acima de tudo por não haver uma lei mais rígida que olhe para ti e entenda que como ser vivo mereces todo o respeito e defesa possíveis depois deste acontecimento, porque se fosse o contrário, se por algum acaso tu tivesses mordido alguém, a esta hora já estavas pronto para ser abatido.

Confesso-te que ainda hoje me custa a acreditar o que te aconteceu, custa-me a acreditar que alguem é capaz de fazer tanto mal e andar por ai impune, quem sabe até a fazer o mesmo a outro amigo teu. 
Quando tento imaginar o medo, o desespero, a dor que sentiste enquanto tudo acontecia, sinto um nó no estômago, não consigo de forma nenhuma aceitar que em pleno século XXI, com avanços em tantos níveis se continue a falhar em coisas tão elementares como o respeito pelo outro, como o respeito pelos seres vivos e pelo mundo em que vivemos.

Tu que não tens maldade, tu e os teus que amam desmesuradamente, que dão tanto sem pedirem quase nada em troca, que se dedicam e mostram verdadeiramente o que é gostar não deviam em momento algum passar por metade do sofrimento pelo que tu passaste, por tudo isto, desculpa.
É cruel e vergonhoso a capacidade que nós temos de sermos maus, e deixa-me claramente a pensar que os valores se perderam há muito e que o respeito pelos animais nunca foi nem será uma verdadeira preocupação para quem nos governa, porque se assim fosse acredita que as coisas eram diferentes, pois se a justiça realmente funcionasse, quem te fez isto já estava atrás das grades. 

No entanto apesar de não ser fácil não deixes de acreditar em nós, porque ainda há quem se preocupe, quem não fique indiferente ao teu caso e te tenha socorrido, quem está ao teu lado a lutar para que voltes a sorrir, junto de uma família que já está à tua espera e pronta para te mostrar que nem todos somos assim. 

Do fundo do coração desculpa.

P.S: O Herói é um labrador que vivia nos Maxiais, tem 1 ano. Foi brutalmente espancado. Estava acorrentado pelo dono numa rua quando alguém passou e o espancou, com murros, pontapés e pedradas. Uma vizinha que ouviu o barulho chamou a GNR e socorreram o Herói, que foi recolhido pela APPAE. Aos poucos está a recuperar bem e irá ficar na família que o socorreu, podem acompanhar toda a sua história e incrível recuperação no facebook da APPAE. 
A GNR continua à procura da pessoa que foi capaz de fazer este acto de crueldade para com o Herói. Espero do fundo do coração que o encontrem e que se faça justiça num país onde os animais continuam a ser tratados como lixo.

Gravidade


Este Domingo foi dia de ir ver o gravidade e se há filme que merece ser visto no cinema é sem dúvida este. Quando vi o trailer do filme muito antes de estrear, a primeira sensação que me transmitiu foi de sufoco e agonia quase como se me tirassem o ar, mas foi depois de ler algumas criticas que decidi mesmo que tinha de o ver no grande ecrã.

Gravidade é tudo o que falam dele e muito mais, vive claramente de uma fotografia genial, do som e do gigantesco e até perturbador silêncio que às vezes se sente. A banda sonora sendo discreta tem um papel fundamental neste filme mas se a nível visual gravidade brilha é a Sandra Bullock (com quem eu tinha uma certa embirração enquanto actriz) que se tem de tirar o chapéu.

Há quem diga que sendo um filme com poucos personagens (na realidade são apenas dois) fica mais fácil o caminho para brilhar, mas a verdade é que no minimalismo que é este argumento, Sandra Bullock consegue mesmo transmitir na perfeição o desespero e a angustia que deve ser estar à deriva no espaço, e acredito profundamente que para fazer um papel destes na perfeição,  é preciso uma grande bagagem emocional que permite deixar o público preso à história desde o início.

Não estamos perante o argumento mais aprofundado do mundo, não há tramas, mistérios nem grandes coisas para serem desvendadas, mas para mim é esta simplicidade, é este mostrar desde o início o desespero pela sobrevivência que fazem de Gravidade um dos grandes filmes deste ano.

Destaco ainda o início do filme quando Alfonso Cuáron nos prepara para o que aí vem com um simples: "A vida não é possível no espaço". 
A simplicidade e o minimalismo mais uma vez mostram que não é preciso muito para nos transmitir desde cedo uma grande sensação de medo e angustia. 

Sem dúvida um filme a ver, e para quem tiver oportunidade vejam-no em IMAX, pois foi claramente pensado para ser visto em 3D.

Este país de estagiários


Há uns dias atrás por curiosidade fiz uma pesquisa pelo carga de trabalhos para ver como andava o mercado, não que esteja a pensar mudar porque gosto da agência onde estou mas para perceber se as coisas estavam um bocadinho melhores do que no início do ano, altura em que visitava este site todos os dias há procura de uma luz.

Não me espantei claro está, tudo se mantém igual, os eternos estágios, as propostas sem remuneração, os recibos verdes, a velhinha história do "vens para aqui 3 meses a ganhar 5 cêntimos e no final talvez te façamos um estágio profissional".

É triste esta realidade, é triste usarem estágios atrás de estágios para explorarem pessoas e enganarem com falsas promessas, eu própria já passei por isso e sei bem o que uma pessoa sente de cada vez que nos prometem coisas e não cumprem, lembro-me especialmente da minha última experiência, onde entrei numa empresa a recibos com a promessa que me fariam contrato no mês a seguir. Na altura aceitei e expliquei que a partir de Outubro ia começar a pagar segurança social portanto não poderia continuar a recibos, disseram para não me preocupar que era só um mês à experiência e depois contrato.

Óbvio que o contrato nunca aconteceu, faziam contratos a outras pessoas (que despediam no mês a seguir por não conseguir pagar ordenados), os atrasos começaram a ser constantes, os meses foram passando e a conversa era sempre a mesma até que um belo dia de Setembro me dizem: "-Olha não podemos fazer contrato nem podemos pagar mais de recibos mas gostamos muito de ti, portanto ficas cá a receber por envelope sim?"

Mandei-os pastar uns dias depois claro está, e depois disso seguiram-se meses muito tristes, onde ouvi coisas como: "Se você não quer tenho ali uma pilha de cvs alguém há-de aceitar", ou "Isto é um estágio mas não te preocupes que não serás estagiária, porque nós queremos uma pessoa como tu com experiência", ou a melhor de todas "Ah mas já fizeste um estágio? Estava no teu cv? Então desculpa foi engano podes ir-te embora".

Foram tempos tristes e difíceis, foram tempos onde pensei claramente em largar o design, tempos em que tive de dizer a uma entrevistadora "se lhe pedissem para borrifar nos seus anos de experiência e voltar a ser estagiária para receber 100€ você aceitava?" - e ela ficar de boca aberta sem resposta, foram claramente tempos de desmotivação.

Claro que há muitas áreas com os mesmos problemas, mas falando da realidade que conheço, a área do design é cada vez das mais exploradas pelas empresas em busca de mão de obra barata, em busca de pessoas que trabalhem sem receber um tostão. Eu concordo com estágios quando se termina a formação, fazem parte e são um bom motor para dar noção do que é o trabalho numa agência criativa, mas depois disto, fazerem-se propostas a pessoas que já passaram por este processo, a pessoas que já trazem currículo, portfólio e uma boa bagagem é muito indecente e devia ser punido.

Mas lá está as pessoas aceitam porque pensam "mais vale isto do que nada", as empresas aproveitam, a inspeção geral do trabalho não está em todos os lados a fazer o que realmente devia, e por isso continuam a haver propostas vergonhosas, continuamos a viver num país onde se acha que a solução para a crise é acabar com 4 feriados, subir impostos e obter mão de obra barata a qualquer custo.

E o pior é que olhamos para o futuro e a luz está claramente muito mais longe do que a maioria imagina. 


Largar a corrente e remar para o lado que nos faz feliz


Há uns bons meses atrás, quando o blogue andava assim num ia e vinha (ou até antes disso), alguém de quem eu prezo muito a opinião disse-me: 
- O teu blogue mudou, já não escreves tanto, já não te divertes tanto, está esquisito e a ficar muito chato.

Na altura disse-lhe que tinha enlouquecido, que nada tinha mudado e a coisa ficou por ali. Entretanto passado muito pouco tempo outra pessoa que também estimo disse-me o mesmo e apesar de não ter ligado grande coisa, aquilo já me soou de forma diferente, mas foi num dia em que andava à procura de uma coisa que tinha escrito há uns anos que me apercebi efectivamente do que estas duas pessoas me queriam dizer.

Quando comecei o blogue nunca tive qualquer objectivo a alcançar com ele (aliás na altura nem sabia muito bem que se podiam alcançar coisas com blogues) e ao longo destes três anos esta ideia sempre se manteve. Nunca foi minha intenção fazer algo, escrever certas coisas ou direccionar o blogue para certos assuntos de forma a conseguir obter coisas sejam elas o que forem. Pode parecer presunção do estilo (ahh ela diz isto porque não lhe oferecem nada, porque se assim fosse a coisa era diferente), mas acreditem que não é, até porque tive há uns tempos uma bela experiência oferecida pelo Oceanário e que chegou de forma insesperada.

Acredito profundamente que cada um deve falar dos assuntos que realmente entende, e acho bem que os bloggers recebam produtos ou dinheiro (para dar a sua opinião verdadeira e não espetarem com press releases nos textos), afinal de contas estamos efectivamente a falar de trocas de serviços e de marcas, muitas delas bem posicionadas no mercado e se em qualquer lado a publicidade é paga, nos blogues não deverá ser diferente, portanto sim concordo plenamente que os bloggers recebam para publicitar algo.

A grande questão aqui é que talvez influenciada um pouco pelo caminho que a maioria da web está a tomar, acabei por me deixar levar e dei por mim a perceber aos poucos que estava a construir um blogue carregado de coisas, com muito pouco sentimento, diversão e boas divagações como sempre gostei de fazer, para se tornar essencialmente um pequeno mostruário e foi aqui que percebi finalmente o que aquelas duas pessoas me quiseram dizer.

Vamos lá ver uma coisa e que não me interpretem mal, há blogues maravilhosos, de pura inspiração que sabem realmente do que falam e nos fazem sonhar com fotos, produtos e locais, que conseguem não passar a linha ténue do fútil e acima de tudo manter a personalidade mas depois surgem tantos outros  que querem chegar ali e funcionam em modo automático, muitos começam assim logo de início outros vão-se alterando conforme a corrente. 

Eu não querendo chegar a lado nenhum, acabei por me deixar ir, acabei por deixar de escrever, acabei por perder a minha identidade e talvez por isso tenha durante uns tempos perdido também o interesse pelo blogue, talvez por isso nos últimos meses tenha pensado mais do que uma vez acabar com este espaço, que aos poucos estava a tornar-se maçador para mim e sem piada, na altura achava que era por falta de tempo (e era também), mas hoje percebo que estava a guiar o espaço por temas que apesar de gostar não me traziam grande prazer a falar deles.

Não quero de todo que pensem que este post é uma critica a alguém ou a algo, é uma constatação minha, que chegou em boa hora e que me fez perceber que aquilo que realmente gosto, a pessoa que realmente sou estava a perder-se por entre um monte de "coisas".

É tempo então de sacudir a poeira e voltar às origens.

Sábados felizes












Se para muitos acordar às 8h30 de um sábado, após semanas de trabalho muito cansativas pode ser impensável, para mim é o início de um dia que será certamente recheado de coisas boas, muito amor e boas caminhadas.

Desde que me tornei voluntária, passei a ter contacto directo com histórias menos felizes de animais que são adoptados e devolvidos poucos meses depois, porque as pessoas apercebem-se depois de ter o animal que afinal ele ladra, faz barulho, tem necessidades e não é bem um boneco de peluche como pensavam, e estas histórias que me dão a volta ao estômago, dão-me também mais força e vontade de continuar a luta pela defesa dos animais, de continuar a batalhar para mudar tantas mentalidades que ainda encaram estes pequenos, como bens que se adquire porque apetece.

Mas felizmente vão havendo pessoas boas, com bom coração e  que lutam todos os dias para dar uma vida melhor a estes patudos, que sem apoios levam um sonho para a frente e tornam possível diminuir um pouco a dor do abandono que muitos sentem, erguendo um espaço feliz, cheio de boas condições e acima de tudo com pessoas de corações cheios, que batem ao mesmo ritmo, e que  não se importam de dar um pouco das suas vidas, do seu tempo por entre tantos afazeres diários a estes seres com olhos brilhantes e que reclamam avidamente por festas e mimo.

Eu sinto-me feliz por fazer parte desta família, por conseguir no meio da minha vida meio louca encaixar este momento que tanto me dá prazer, e saber que de alguma forma torno a vida daqueles pequenos um pouco mais feliz, deixa-me de coração cheio e isto para mim, é mais do que suficiente para levantar cedo ao fim-de-semana :-)

Muffin de aveia, cenoura e laranja


Quem segue o blogue, sabe que há 2 meses abracei uma alimentação muito mais saudável eliminando o mais que possível os açúcares. Deixei definitivamente de comer qualquer tipo de bolachas, e o consumo de doces foi reduzido substancialmente.

Comer bem e saudavelmente, não significa de forma nenhuma ser chato na alimentação e achar que a vida se vai reduzir a saladas e grelhados, pelo contrário é importante variar nas coisas que se comem e na forma como são preparadas e quem disse que não é possível ser saudável comendo muffins?

Estes que aparecem na imagem foram feitos no fim-de-semana passado, são de aveia, cenoura e laranja, muito nutritivos, sem farinha e com pouco açúcar o que os torna uma excelente opção para estes dias de Outono que pedem um mimo para acompanhar com uma bebida quente.

Foi a primeira vez que fizemos muffins cá por casa, e depois destes terem corrido tão bem, será certamente para repetir.

A receita veio daqui, um dos meus blogues de eleição para comer bem e saudável.