Animal Life: A Decisão


Não me considero nenhuma expert em gatos ou qualquer outro animal, mas desde que tenho o pablo há um ano aprendi muito e passei de completa rookie no assunto a alguém até quem já se pede alguns conselhos.

A verdade é que durante este tempo de convivência, li e ainda leio muito sobre gatos, as suas necessidades e maluquices e quanto mais sei, mas tenho vontade de saber, tudo pelo bem deste pequeno que já faz parte da família.

Seja gato, cão, peixe ou pássaro a primeira coisa a decidir e ponderar é se realmente temos disponibilidade pessoal e financeira para um animal, pois é importante não esquecer que especialmente cães e gatos vivem muitos anos e que não podemos achar piada enquanto são pequenos e depois quando se tornam adultos, abandoná-los porque deixámos de ter paciência ou dinheiro para lhes prestar os melhores cuidados.

Para além disso, é importante não esquecer que iremos de férias e que o animal muitas vezes não pode ir connosco, portanto há que pensar em soluções antes de o ter, pensar se realmente conseguimos conciliar as coisas ou se é melhor não ter. 

Não tem mal nenhum em admitir que não se consegue ter um animal, não somos más pessoas por isso. Não há mal nenhum em dizer um não a uma criança porque não conseguimos ter mais um encargo em casa. Há mal sim, em dar esperança a um ser que não pediu para viver connosco e depois quando deixa de ter piada ou queremos ir de férias, deixá-lo na rua, como quem despeja o lixo. 

Ter o Pablo foi uma decisão pensada com muitos meses de antecedência, e a parte financeira foi pensada ao pormenor, para nós era muito importante poder dar-lhe o melhor de tudo, portanto fizemos contas a muitas coisas, comida, veterinários, brinquedos, acessórios, etc e só depois de percebermos até que ponto esta decisão poderia mexer com o orçamento familiar é que avançamos.

É importante não esquecer, que os animais tal como nós adoecem e portanto precisam de cuidados que às vezes se revelam caros, assunto que a maioria das pessoas não pensa e quando vai à primeira consulta fica a pensar duas vezes se tomou a decisão certa, o problema é que nessa altura já é um bocadinho tarde para se voltar atrás. 

Com a crise, os animais também foram afectados e muitos donos deixaram de conseguir dar-lhes os melhores cuidados, acabando por automedicar os animais e se em nós isto já é mau, nestes pequenotes pode valer-lhes a morte. (Sabiam que existem pessoas que dão benurons aos seus animais, quando estes estão constipados?) 

No entanto basta um bocadinho de pesquisa, para descobrirmos opções de veterinários que pertencem a associações que são mais baratos e muito bons,  mas isto será assunto para um próximo post. 

E está assim aberto um tema que será recorrente aqui pelo blogue, com dicas e sugestões sobre tudo o que tenho aprendido no último ano com o Pablo.

14 comentários :

  1. acho muito giro, mas por esses motivos todos que dizes (e espaço) é impensável eu ter agora :)

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    1. e é mesmo melhor assim, admitir que não dá, do que assumir algo que depois não conseguimos cumprir :-)

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  2. No fundo o teu animal de estimação torna-se parte da família.
    Pena que muitas pessoas vêm os animais como um objecto...

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  3. Eu tenho duas gatas, a mãe e a filha!

    São as rainhas da casa!

    With Love ♥ Jenni

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  4. Oh Vânia... Tomara que toda gente pensasse assim e que toda gente lesse o que escreveste. Enfim, já nem sei que dizer sobre este assunto. É de me partir o coraçao!

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    1. estou como tu mafalda, a verdade é que se fala e altera-se para isto, mas todos os anos é a mesma tristeza :-(

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  5. Que post giro, adorei a ideia :)
    Eu, neste momento, tenho quinze gatos (já tive vinte e quatro) porque tenho um grande espaço, porque os meus pais vendem rações para animais e porque as pessoas quando querem abandonar os seus bichanos, julgam que a minha loja é o gatil munincipal :| mas amo-os todos! <3
    Meus, meus, só tenho quatro: a minha Nina (doze anos, eheh), o África (três anos), o Ferrugento (um ano e qualquer coisa) e o Riscas (nasceu há quatro semanas). Estes meninos são todos filhos da Nina :)

    Beijinhos xx

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    1. 15 gatinhos??? uau muitos parabéns, por os acolheres é bom saber que ainda há pessoas com bom coração:-)

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  6. Esse gato é tãoooo giro :)!! E sim, ter uma animal é ter uma responsabilidade enorme que tem de ser assumida desde inicio :).

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  7. É tão triste ver cada vez mais animais abandonados por causa da crise (ou de pessoas que aproveitaram a situação...) :( eu tenho 4 gatinhos e já não consigo imaginar a minha vida sem eles!

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  8. Sempre adorei animais, a verdade é que só percebi o quão enorme é este amor depois de ter a Roma. Ponderei bastante antes de a ter e tanto eu como o Pedro pensámos nos prós e contras. Não há contras tendo um amor destes ao nosso lado|!

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  9. bem sei o que isso é, pensei tanto antes de ter a minha Mia, tu bem sabes... mas não me arrependo nada (apesar de já ter uma parte do sofá toda furada e parte das cadeiras!), ela é um amorzinho e só de a imaginar longe de mim, que horror...

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